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CORONAVIRUS, A PANDEMIA OU A TEIMOSIA?

 CORONAVIRUS, A PANDEMIA OU A TEIMOSIA?

05/09/2020 atualizado em 05/09/2020 ás 10:00:00

Gutemberg Suzarte, fotografo, estudante de comunicação Social com enfase em Jornalismo 

Temos tomado conhecimento, pelos diversos meios de comunicação, das notícias sobre aglomerações em tempo de CORONAVIRUS, em praias, comunidades com a realização de festas particulares e nos já famosos “paredões”.
  Merece destaque a concentração de pessoas em bares e restaurantes onde a quase totalidade de pessoas dispensa o uso da máscara...

Em uma grande cidade nordestina, do sertão baiano, chamada Feira de Santana há, por exemplo, um certo bar que tem mantido suas mesas dispostas uma junto a outra para uso de clientes sem máscara. Ali, todos conversam alto, num alegre convívio social, apertando mãos, trocando abraços, etc., inclusive com a participação do proprietário. Para este é usual interagir com os seus clientes simpaticamente bebericando uma cerveja aqui, outra ali. No momento em que ali estivemos, observamos que, no ambiente, só quem obedecia às normas em tempo de pandemia eram os garçons, a moça do caixa e este articulista que ali foi para comprar um filé mignon para levar para casa.


Embora seja uma prática condenável, o estabelecimento não foge à regra geral: é comum vermos pessoas usando a máscara em locais como queixo, orelha ou, até mesmo, pendurada no espelho do carro, menos cobrindo a face.

A situação é difícil de ser controlada pois quem deveria dar o bom exemplo, o político, tem desrespeitado as regras oriundas da OMS (Organização Mundial de Saúde) ao, entre outros absurdos, demagogicamente, ir para a via pública apertar mãos de eleitores sem a devida proteção e ignorando os protocolos de distanciamento exigidos.

Na sexta-feira última (04), um certo político que se considera acima da lei, em visita a cidade de Eldorado (SP), mais uma vez descumpriu as normas de segurança, ignorando uma multa de $500,00, imposta pelo município, para quem não estiver usando corretamente máscara.

Em certo local, ficava uma divisória onde as pessoas se aglomeravam para vê-lo e cumprimenta-lo.  Aproximou-se e, dirigindo-se a um garoto, retrucou simpaticamente:

- Tá sem máscara? Não pode, não pode! - Depois, ao ver o jovem colocar a máscara apressadamente, retrucou: - Pode tirar a máscara, moleque. Fica à vontade aqui!

Sorrindo, apertou a mão do garoto, que estava acompanhado da mãe, e seguiu adiante.

Que “belo exemplo”, não é mesmo, senhor mandatário?! Mas, pensando bem, que modelo de comportamento pode dar à nação quem vai de encontro às regras de saúde?

Ao pé disso, infelizmente, não existe conscientização e responsabilidade nas pessoas que se aglomeram. Há mesmo casos de pessoas que frequentam estabelecimentos sem o uso correto da máscara, e, quando são questionados, respondem grosseira ou violentamente afirmando que não há Lei que os façam obedecer.

Recentemente, um Desembargador, na cidade de Santos (SP), arrogantemente tentou humilhar o agente que o abordou de maneira lhana e educada, recusando-se a cumprir o decreto municipal. 

Um outro ser humano (?!?!), no interior de uma farmácia em Itaquaquecetuba (SP) fez chacota quando um funcionário pediu que usasse no rosto a máscara que o cliente portava sobre a cabeça. O abordado disse que estava ali comprando remédios para a sua mãe “IDOSA”, que precisava muito da medicação e que não iria cumprir o solicitado. Perguntamos: Será que o cidadão que, pelo visto, não toma cuidados com a própria mãe, vai se preocupar com o próximo?

Agora com o feriadão na Semana da Pátria, denominação dada pelo governo, as pessoas, pelo que se vê, estão viajando com deleite e excitação, esquecidas que há feriados em todos os anos, quando o correto seria, neste ano de 2020, ficar em casa isoladas, sem fazer comboios ou filas enormes com destino a cidades litorâneas ou bucólicas cidades do interior. Tomara que estas criaturas não estejam levando, possivelmente, como passageiro, o vírus ou, quem sabe, trazendo para o seu convívio familiar e amigável!

O que se vê, no entanto, são praias lotadas, burburinho, aglomerações tipo “ paredões” e outras práticas danosas numa total falta de apreço com o semelhante ou consigo mesmo, transformando-se em agentes do vírus a ser transmitido para idosos, crianças e pessoas outras do grupo de risco, ou mesmo profissionais de saúde que poderão atende-lo.

Lembramos que a estabilidade nos casos de óbitos, e a não confirmação de contágio, através dos mais diversos testes, não significa que está tudo bem.

A Covid merece mais atenção de nossa parte...

Todos nós, decorrido tanto tempo, estamos ávidos por encontrar com as pessoas que amamos para abraçar, beijar, apertar as mãos, mas antes disso precisamos ter responsabilidades, devemos nos lembrar de milhares de pessoas que foram á óbito, incluindo-se, neste caso, famílias inteiras.

O prudente, pois, é prevenir para não remediar. Deixamos a dica #FIQUE EM CASA!!!

O mundo não vai se acabar agora (ou por enquanto)!

Lembrem-se: a “TERRA NÃO É PLANA” e ninguém é imortal...

Por Gutemberg Suzarte para o GutembaNEWS 

2 comentários:

  1. ISTO MESMO, MEU CARO EDITOR...SE TODOS TIVESSE CONSCIÊNCIA SOCIAL A COMEÇAR POR UM CERTO CAPITÃO (será do mato?),A PANDEMIA SERIA BEM MENOR... MAS, ENFIM, O PRESIDENTE PARECE DIZER, NA CONTRA MÃO DO BOM SENSO: "MANDA QUEM PODE, OBEDECE QUEM NÃO TEM JUIZO!".

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    1. Pois é então, quando essas pessoas começarem a sentir na pele a dor da partida de um ente querido, assim como aquelas famílias que perderam os seus, acredito que teremos mais consciência e responsabilidade. Depois não venham chorar o leite derramado.

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